| Softwares para a educação das crianças |
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| Qui, 12 de Julho de 2012 13:28 |
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A atitude empreendedora ligada ao XO – como é chamado o laptop – representa apenas uma parte de uma série de habilidades desenvolvidas pelas crianças. Dez por cento dos novos aplicativos lançados na plataforma do Sugar são criados por elas. Entres eles estão editores de texto, jogos e programas para desenhar. Essa é uma das maiores satisfações de Bender com o programa. Diretor do MIT Media Lab, o laboratório do departamento de pesquisas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, de 2000 a 2006, ele é reconhecido no meio acadêmico por suas importantes contribuições para a área da tecnologia e da mídia, além de ter trabalhado por muito tempo com Nicholas Negroponte, o fundador do Media Lab e criador da One Laptop per Child. Agora, ele se dedica exclusivamente à Sugar Labs, instituição encarregada de desenvolver o Sugar. “O software é crítico para o aprendizado”, disse Bender, em conversa no seu escritório em Cambridge, nos Estados Unidos, onde recebeu o Link. O Sugar é um sistema operacional de código aberto, que pode ser usado por qualquer um sem o pagamento de licença. Pensado especialmente para crianças, ele se propõe a ser uma alternativa ao software usado tradicionalmente em desktops, como Windows. Seu uso nos computadores do One Laptop per Child — hoje cerca de 2 milhões de unidades em 40 países — significa, para Bender, levar progresso às regiões mais pobres. O projeto, como ele mesmo diz, é muito mais que entregar acesso a um notebook ou à internet. Faz parte das diretrizes da organização ensinar a lidar com os equipamentos e com o sistema. Os laptops são, muitas vezes, desmontados e montados de novo nas escolas. Na primeira semana de junho, ele foi a Chachapoyas, no Peru, para treinar educadores. Decidiu dar aulas extras de programação à noite para os mais interessados e se surpreendeu com a presença de 60 pessoas. “Um sinal verdadeiro de que os professores querem ter o domínio do computador”, disse. Durante a aula, os professores-alunos se depararam com bugs no sistema e os consertaram por conta própria. Brasil. O One Laptop per Child está presente em vários países pobres e emergentes. No Uruguai, toda criança em escola pública do governo tem um laptop XO, e quanto mais pobre a família mais computadores há em casa, segundo Bender. Ruanda e Peru também se destacam pelo alcance nacional do projeto. Se comprado em lote de 10 mil unidades, cada laptop sai por US$ 185. No Brasil, a ideia pareceu engatar anos atrás. O governo chegou a estudar a compra de 1 milhão de equipamentos para estudantes brasileiros, mas as conversas com o presidente Lula não avançaram, e os vencedores da licitação para o laptop educacional foram outras empresas. “Seis anos se passaram e as crianças do Brasil continuam a ser deixadas para trás”, diz Bender, que afirma ter ido 20 vezes a Brasília. “Apesar de uma economia saudável, nada foi feito por elas.” Atualmente, o principal projeto do governo brasileiro é o Programa Um Computador por Aluno (Prouca), regulamentado por decreto em junho de 2012. Com ele, estados, municípios e o Distrito Federal podem adquirir computadores portáteis novos, fabricados pela Positivo. Mas o projeto ainda engatinha. A parceria com a One Laptop per Child não foi adiante porque os interesses da organização não estavam alinhados com os do governo brasileiro. O XO chegou a ser usado em uma fase piloto do Prouca. Netbook. O conceito de netbook, um computador menor que o notebook, nasceu a partir da ideia do XO. O netbook está em extinção por causa do crescimento dos tablets. Por isso, alguns críticos avaliam que a máquina da One Laptop per Child está um passo atrás de tablets como o Aakash, projetado na Índia. Mas, para Bender, os equipamentos disponíveis hoje no mercado não foram feitos para crianças. “Os Kindles distribuídos em escolas americanas estão encostados, porque não duram nas mãos das crianças.” Além do XO, hoje em sua terceira geração, a One Laptop per Child também pretende lançar um tablet. Ele já tem nome, XO-3, foi anunciado oficialmente em janeiro, mas até agora não ficou pronto. A organização diz que ele ainda está em desenvolvimento. Deverá estar disponível nos sistemas operacionais Android e Linux e ter processador de tecnologia ARM. Fonte: AGÊNCIA ESTADO. FRAGA, Nayara. Softwares para a educação das crianças. Disponível em http://blogs.estadao.com.br. Acesso em 12/07/2012. Comentários (0)
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